segunda-feira, 15 de março de 2010

Solo de Derbake

A origem desta modalidade vem desde o tempo dos rituais, pois eram acompanhados pelas batidas fortes da percussão, em que a sacerdotisa acompanhava as mesmas com precisão, exaltando as forças da terra. Elas entravam dançando nos templos, energizando com seus pés que se movimentavam, representando as forças dos elementos e os animais da terra. Os árabes, ao invadirem o Grande Egito, se encantaram com essa dança, ensinando-a para suas mulheres, pois muito lhe agradavam.
A música é muito rica em ritmos.

Dança do Bastão

A origem desta dança está no Alto Egito, e as músicas que acompanham este folclore típico também são conhecidas como Saaidi. Nos tempos antigos, quando chegava o final da tarde, os pastores que tangiam rebanhos com bengalas ou bastões dançavam alegremente com suas mulheres nos oásis e em volta das tendas nas noites enluaradas.
O uso do bastão faz parte da dança Saaidi e este instrumento, que hoje é usado como forma de adorno ou para demonstrar habilidades, serviu em tempos remotos como arma de defesa e ataque nas lutas e combates.
A versão original desta dança pertencia ao repertório masculino, pois o bastão também significa um símbolo de virilidade. Porém, o papel das mulheres dentro da sociedade tornou-se notável e o uso do bastão por elas pode ter um efeito figurativo.
Ao desarmar o homem, a mulher egípcia toma o seu bastão, demonstrando sua graça e habilidade, pretendendo de uma certa maneira igualar-se ao companheiro.
Hoje, esta dança é conhecida mundialmente e nos últimos anos vem fazendo parte das apresentações de dança oriental.
Os principais movimentos com o bastão são: os giros verticais, horizontais e transversais sempre em harmonia com o trabalho dos quadris, busto etc. Requer muita habilidade da bailarina. A graça e a leveza são fundamentais contrastando com alguns movimentos brutos. Deve-se ter cuidado pois, na tentativa de atingir maior velocidade no giro do bastão, algumas vezes o movimento torna-se “pesado” quando não se treina o suficiente. A apresentação normalmente é acompanhada de palmas de pessoas que a assistem. O traje é mais fechado. Os vestidos são os mais utilizados. Podem ser justos ou um pouco mais folgado, preferencialmente com aberturas laterais. As medalhas combinam muito bem, sendo que os enfeites devem seguir na linha folclórica, como, por exemplo: xales ou lenços triangulares nos quadris com bordados ou medalhas nas laterais; arranjos ou medalhas na cabeça, cobrindo as laterais sobre as orelhas; pulseiras em forma de luvas nas mãos, tornozeleiras etc.

A Dança do Bastão Egípcio

As sacerdotisas usavam o bastão de poder do deus-vivo, que representava o poder dos deuses, executando posições sagradas e trazendo para o faraó a energia e as benções dos deuses.
A vestimenta: saia e bustiê, não se usa o véu.
A música: linha egípcia, de música, alegre, com bom andamento e com batidas especificas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Dança dos 7 Véus

Uma das danças mais fortes e enigmáticas. Dança sagrada onde cada véu corresponde a um grau de iniciação. A sacerdotisa oferecia a dança para a deusa Ísis, que dentro dela existe,e lhe dá beleza e força. Os sete véus da deusa representam os sete chakras em equilíbrio e hamonia. A retirada e o cair de cada véu significam o abrir dos olhos, o cair da venda, que desperta a consciência da mulher e a evolução espiritual.
A bailarina se envolve com os sete véus. Os véus podem ser da seguintes cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, lilás, branco. A vestimenta da dança do ventre, embaixo dos  sete véus, é preferencialmente de cor clara, suave. A música deve ter andamento lento e duração longa (aproximadamente 7 a 8 minutos).

Dança da Espada

Provavelmente, a origem da dança tem a ver com a chegada de guerreiros e guardiões das vitórias de guerra, quando as escravas pegavam as espadas e dançavam como uma espécie de troféu aos vencedores, ao som dos snujs. Equilibram-se as espadas na perna, no quadril, na cabeça e no busto.
As músicas são lentas com ritmo como whada wo noz . Temos dois estilos de dança de espada: a folclórica, realizada por homem e a clássica realizada por mulheres. O primeiro estilo é folclórico e possui uma conotação de luta, realizada pelo homem mais velho da aldeia que golpeia a espada em um prato de metal. O segundo estilo, realizado pelas mulheres numa versão mais clássica, teve sua origem nos Estados Unidos, através da famosa bailarina Jamila. Conta-se que um árabe muito rico, em sua visita à Califórnia ficou encantado ao ver sua apresentação e a presenteou com uma espada de ouro. Solicitou que a mesma realizasse uma apresentação a ele envolvendo a espada. Jamila, realizou um número muito bonito que mesclava equilíbrio com a espada e diversos movimentos sinuosos e de suspense. Ela realizou um cambrê apoiando a espada no chão de madeira e ao retornar ela ficou presa à madeira, perante os olhos do público o fato estava planejado em sua dança e foi muito aplaudido.
Desde então, a Dança da Espada tornou-se um sucesso entre as bailarinas americanas invadindo todo o mundo árabe.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dança Com Véu


Dança com o Véu

O uso do véu na antiguidade é anterior ao Islamismo e até ao próprio Cristianismo, pois a prática de cobrir o rosto era comum entre as mulheres do Império Bizantino e Persa, ele definia o status da mulher. A dança com véu foi apresentada no Norte de África, na Algéria,no Marrocos, na Tunísia, no Azerbaijão, na Turquia com as ciganas "cengis" que dançavam com o véu preso á cabeça ou entre os dentes. Na Rússia, as ciganas dançavam com xales, na Espanha as dançarinas de flamenco usavam seu mantons girando, a dançarem separadamente ou em grupo. Por volta dos anos 50, a presença do véu tornou-se fundamental nos espectáculos de dança do ventre, isso gerou-se devido a estadia da bailarina russa Sônia Ivanova no Egito nos anos 50. Ela lecionou ballet clássico às filhas do rei Farouk e teve contato com a bailarina Samia Jamal, que nesta ocasião aconselhou-a a fazer uso dos véus durante seus espetáculos. O véu simboliza riqueza e é o material mais importante para as evoluções das bailarinas. A dançarina utiliza um véu, normalmente ao som de melodias mais suaves, o véu entra em harmonia com a dançarina em que os dois dançam juntamente tornando-os um só.


Duplo Véu A dançarinha utiliza 2 véus para a dança, também é normalmente utilizada melodias lentas e suaves. Na dança com dois véus reverenciamos a deusa ísis, recomenda-se o uso dos véus médios com um corte e tecidos similares. As cores devem ser cuidadosamente escolhidas, com um contraste para que sobressaiam entre si.


7 Véus


Dança em que se é utilizado 7 véus de cores diferentes, amarrados no corpo. A dançarina tira aos poucos os véus até que no final da música ela fique somente com a roupa tradicional. A muitas partes misticas nessa dança, como também em todas as outras aqui ditas. Praticadas no Egito pelas sacerdotisas nos templos de Ísis. A Bíblia cita a clássica passagem da dança dos 7 véus, feita por Salomé ao Rei Herodes, que oferece em troca da sua dança, a realização de qualquer pedido. Depois de sua estonteante apresentação com os véus, Salomé sob influência de sua mãe, pede que a cabeça de João Batista lhe seja dada numa bandeja. O Rei Herodes concede seu pedido e cumpre com pesar a palavra dada.